ela sonhava com uma lagoa em frente à sua casa. ora, o certo seria sonhar com a casa, para principiar!
mas ela gostava de saltar sobre as regras, portanto sonhava apenas com o lago.
em seu lago haveria belos patos, daqueles com penagem verde-garrafa na cabeça. eles comeriam os pedaços de pão dados pela garota e nunca deixariam o lago.
ela ficaria maravilhada em dias de chuva fina, ao observar as gotas de água caindo na superfície do lago - uma metade de alma-de-água encontrando sua outra metade.
ela deitaria na grama verde da margem da lagoa, e olharia para o céu. e o céu a olharia de volta, brilhando em mil tons de azul. as nuvens sorririam para ela, tão suaves e sensíveis, se desfazendo com a brisa...
ao fim do dia, quando o sol estivesse prestes a dizer mais um adeus, a menina pularia na lagoa, com as roupas ainda vestidas. molharia seus lindos cachos loiros, e abriria seus olhos verdes dentro d'água. e então, submersa e de olhos abertos, fitaria novamente o céu, dessa vez pintado com todas as tintas da caixa. e, porque abrira seus olhos dentro da lagoa, o céu pareceria estar submerso também, e ela imaginaria-se nadando nele.
ela sonhava com uma lagoa. o que não sabia é que todos - os patos, a chuva, a grama, o céu, as nuvens, o pôr-do-sol e, principalmente, a lagoa - sonhavam com ela também, dia após dia.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
e quem disse que eu te esqueço?
acho que vou ver o novo filme de nárnia só pra ouvir a regina cantando (:
aqui um trechinho da música, que não sai da cabeça, e isso por muitos motivos pequenos como aquelas florezinhas brancas que caem das árvores aqui perto de casa.
'it started out as a feeling, wich then turned into a hope,
wich then turned into a quiet thought, which then turned into a quiet word,
and then that word grew, louder and louder.'
acho que vou ver o novo filme de nárnia só pra ouvir a regina cantando (:
aqui um trechinho da música, que não sai da cabeça, e isso por muitos motivos pequenos como aquelas florezinhas brancas que caem das árvores aqui perto de casa.
'it started out as a feeling, wich then turned into a hope,
wich then turned into a quiet thought, which then turned into a quiet word,
and then that word grew, louder and louder.'
sábado, 17 de maio de 2008
eu juro que não abandono mais isso daqui.
Ode to (______).
intrigante é a maneira com que meus pensamentos voam para sua imagem ao mero encontro de meus dedos com as teclas da máquina de escrever.
as nuvens, cujo brilho torna-se esfumaçado à noite, quando encobrem a lua, sussurram seu nome. ou será minha mente sussurrando?
não importa. algo sussurra pequenos versos. entoam hinos sobre ti, e as folhas das árvores dançam, seguindo o ritmo dos pulos do meu coração. e eu concordo com as folhas, e eu concordo com os versos das nuvens.
afinal, todos eles - danças românticas de salão, sonetos, todos os blues que avermelham minha alma - falam de ti. e eu acompanho-os por completo. prendo-me a cada palavra com tamanha força, pois cada palavra é você, somente você.é tua pele que toca a minha quando cerro meus olhos. é seu perfume adocicado que sinto quando abro minha mente. é seu riso que ouço no silenciar da madrugada.
é você, sempre você.
Mihael.
_____________________
escrevi esse texto há muitos - muitos mesmo - meses, e cheguei a postar no apresmoi {link para esse blog pode ser encontrado na terceira nuvem}.
quando liam esse texto, as pessoas sempre pensavam que era para um certo alguém. sei que seria óbvio pensar assim, devido ao momento em que postei esse texto. mas nunca o escrevi para essa pessoa, e não esperava que os outros pensassem de tal forma.
escrevi esse texto com uma pessoa em mente sim, mas não sentia por ela o que o eu-lírico sente nessas finas linhas.
intrigante é a maneira com que meus pensamentos voam para sua imagem ao mero encontro de meus dedos com as teclas da máquina de escrever.
as nuvens, cujo brilho torna-se esfumaçado à noite, quando encobrem a lua, sussurram seu nome. ou será minha mente sussurrando?
não importa. algo sussurra pequenos versos. entoam hinos sobre ti, e as folhas das árvores dançam, seguindo o ritmo dos pulos do meu coração. e eu concordo com as folhas, e eu concordo com os versos das nuvens.
afinal, todos eles - danças românticas de salão, sonetos, todos os blues que avermelham minha alma - falam de ti. e eu acompanho-os por completo. prendo-me a cada palavra com tamanha força, pois cada palavra é você, somente você.é tua pele que toca a minha quando cerro meus olhos. é seu perfume adocicado que sinto quando abro minha mente. é seu riso que ouço no silenciar da madrugada.
é você, sempre você.
Mihael.
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escrevi esse texto há muitos - muitos mesmo - meses, e cheguei a postar no apresmoi {link para esse blog pode ser encontrado na terceira nuvem}.
quando liam esse texto, as pessoas sempre pensavam que era para um certo alguém. sei que seria óbvio pensar assim, devido ao momento em que postei esse texto. mas nunca o escrevi para essa pessoa, e não esperava que os outros pensassem de tal forma.
escrevi esse texto com uma pessoa em mente sim, mas não sentia por ela o que o eu-lírico sente nessas finas linhas.
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